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Nova Casa
Pessoal...mudeu meu blog de casa. Segue novo endereço: http://ladocdoslados.wordpress.com Beijos
Escrito por Raquel Casselli às 17h17
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Para especialista não houve aumento do número de terremotos
O ano de 2010 está sendo marcado por tragédias naturais que deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados ao redor do mundo.
De janeiro até agora, cerca de 231 mil pessoas foram vítimas dos terremotos, tremores que são causados pelos movimentos das placas rochosas da crosta terrestre e movem-se devido a energia liberada pelo centro da Terra.
Essas placas podem afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra e ocasionam vibrações do solo, aberturas de falhas, deslizamentos de terra, tsunamis, entre outras consequências.
Uma saga de terremotos
Um forte terremoto de magnitude 7,7 devastou o Haiti no dia 12 de janeiro. Cerca de 230 mil pessoas podem ter morrido e mais de um milhão perderam suas casas, vivendo hoje em acampamentos improvisados. A fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, foi vítima do tremor.
No dia 27 de fevereiro foi a vez do Chile ser atingido por um tremor de 8,8 de magnitude deixando um saldo de 486 mortos já identificados e perdas em torno de US$ 30 bilhões.
México e EUA foram castigados por um tremor em 05 de abril provocando danos em pontes, estradas e hospitais. A Secretaria da Defesa Nacional do México (Sedena) informou que chegou a quatro o número de mortos pelo terremoto, enquanto os feridos já somam 100.
Em Sumatra na Indonésia um sismo de 7,7 graus na escala Richter atingiu no dia 6 de abril a ilha, sendo seguido por cinco réplicas com mais de 5,2 graus. Foram registrados ao menos 22 feridos - cinco deles em estado grave.
Nessa quarta-feira (14) a China sofreu com um abalo de 6,9 na província de Qinghai, no noroeste da China. Até o momento contabilizou-se 400 mortos e mais de 10 mil feridos.
Terremotos em áreas urbanas e com visibilidade
Em várias partes do mundo os tremores vem deixando um rastro de tragédia, segundo o geólogo Ginaldo Campanha, professor de Geotectônica no Instituto de Geociência da USP, os abalos não estão acontecendo de forma mais constante, "todo o ano são registrados um grande número de tremores, porém os últimos abalos estão ocorrendo em locais muito populosos e a divulgação dos acontecimentos está cada vez maior. Muitos sismos acontecem nos oceanos e em locais ermos, por isso ninguém fica sabendo".
O professor ainda salienta que não existe atualmente um método eficaz para previsão dos tremores, "nós só conseguimos ter uma idéia de onde eles podem ocorrer, que são nas bordas das placas tectonicas - lugar de constante movimentação - porém não é possível saber o quanto elas vão se movimentar em determinado momento, é uma força da natureza". Também no site: http://www.redetv.com.br/jornalismo/portaljornalismo/Noticia.aspx?118,4,132036,173,Para-especialista-nao-houve-aumento-do-numero-de-terremotos-
Escrito por Raquel Casselli às 12h02
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Hoje é o dia do Hino Nacional. Será que os estudantes brasileiros sabem cantá-lo?
Em 13 de abril comemoramos o dia do Hino Nacional Brasileiro, que foi composto por Francisco Manuel da Silva e letrado por Joaquim Osório Duque Estrada, em 1822, para comemorar a Independência, proclamada por Dom Pedro I. Sua função é representar musicalmente a nação. Segundo o protocolo, o hino deve ser tocado toda vez que a bandeira nacional for hasteada, em eventos que tiverem a participação do presidente da República e quando o hino de outro país for tocado em solo brasileiro. No período do regime militar, que vigorou entre 1964 e 1985, cantá-lo fazia parte da vida escolar dos brasileiros, mas com o fim de sua obrigatoriedade tornou-se mais comum ouví-lo em solenidades e eventos esportivos. Clique aqui para ouvir o hino. Em desuso no dia-a-dia da maioria, aquelas pessoas que sabem a letra corretamente viraram raridade. Fomos até uma universidade na zona sul de São Paulo e pedimos para os estudantes cantarem o hino, o resultado não foi nada positivo. Segundo Vanessa de Souza, estudante de jornalismo, a complexidade da letra dificulta bastante seu apredizado, "se pensarmos no índice de analfabetismo que existe no Brasil, onde muitas pessoas não sabem nem pronunciar, nem escrever o próprio nome, não tem como as pessoas saberem. As palavras são muito complicadas, fica muito dificil para a população". Quer conferir o desempenho dos estudantes, assista ao vídeo: (link para o vídeo....ainda não sei colocar isso aqui...rs) Também no site: http://www.redetv.com.br/portal/entretenimento/noticia.aspx?cdNoticia=131795&cdEditoria=139&Title=Hoje-e-o-dia-do-Hino-Nacional-Sera-que-os-estudantes-brasileiros-sabem-canta-lo
Escrito por Raquel Casselli às 12h00
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O primeiro passo!
Só agorei me dei conta que faz quase 4 meses que não apareço por aqui...que loucura! Mas está uma correria danada por aqui, mudei de emprego (RedeTV!), praticamente último ano de faculdade (TCC), fora a agitação de sempre. Preciso colocar em dia muitas coisas, prometo que vou pegar um domingo pra colocar tudo em ordem por aqui, mas agora vim para compartilhar com vocês um momento muito especial, minha 1ª matéria profissional. Segue: Dia do Jornalista: o Twitter como ferramenta de trabalho O jornalismo vem sofrendo cada dia mais transformações na era da internet, e no Dia do Jornalista um projeto sai do mundo virtual e invade as redações.
O relações públicas, Gustavo Carneiro, observou na imprensa internacional o fenômeno do crowdsourcing, que utiliza a inteligência, os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para criar conteúdo, e resolveu transportar para o Brasil.
Para isso criou o perfil @ajudeumreporter dentro do microblog Twitter. A iniciativa busca ajudar jornalistas e profissionais da mídia a encontrar fontes para suas matérias, além de trazer histórias que merecem ser contadas.
Através da tag #arpo o repórter informa a sua necessidade a todos os seguidores do perfil (até o momento são 1.661), que replicam e divulgam o pedido com o boca-a-boca e “retweet”.
Segundo Carneiro, a mágica é feita pela própria comunidade e o Twitter serve como um catalisador da ação, “aí que está a graça do crowdsourcing, a própria comunidade se alimenta das informações que ela precisa para ajudar os colegas". Dessa forma, o poder dos 140 caracteres se reflete no encontro do público com os jornalistas, que divulgam e contam suas histórias.
A veracidade das fontes e de seus depoimentos tem que ser verificada pelo próprio profissional, que deve apurar, filtrar e controlar a relevância e idoneidade das informações recebidas.
Sobre as redes sociais, Carneiro enfatiza que sua utilização hoje é uma realidade e que o engajamento nessas novas formas de comunicação são fundamentais para o novo profissional da mídia.
Para quem deseja entrar no meio jornalístico sugere, "acredito que a pessoa que pretende ser jornalista tem que entender o papel desse profissional na sociedade e a importância que a própria sociedade dá a ele. A informação tem muito poder e quem deseja trabalhar com ela deve saber como isso impacta na vida das pessoas".
Carneiro também acredita que é importante que os profissionais da área "sejam regulados por uma instituição maior, que tenham conhecimento e que estejam submetidos ao código de ética da profissão em que atuam, se o diploma é o caminho, então devemos perseguir isso." Também no site: http://www.redetv.com.br/jornalismo/portaljornalismo/Noticia.aspx?118,4,130184,102,Dia-do-Jornalista-o-Twitter-como-ferramenta-de-trabalho
Escrito por Raquel Casselli às 10h01
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Cada um no seu galho mas todos macacos!
Por osmose poderíamos nos tornar uma massa manipuladora.
Em troca de benefícios poderíamos nos render a caminhos pouco ortodoxos.
Para saciar almas ávidas de curiosidade poderíamos nos tornar urubus espreitando a carniça.
Fazemos e desfazemos, não nos incomoda o jogo de hora aliar-se, hora se opor. Transformamos em catástrofe. Dizemos que não é bem assim. Afirmamos a importância. Escolhemos se ocultaremos, ou, quem sabe, não.
Arrogantes, somos um dos poderes.
De fato, alguns de nós optam por se tornar a escória da sociedade.
Muitas vezes odiados e humilhados, tantos, jamais recuam.
De fato, podemos ser inconvenientes, asquerosos. Sem nos importar.
Mas não é isso que move todos nós.
Alguns de nós carregam dentro de si algo de inquietante. Possuem mãos aflitas pela claridade.
Queremos, angustiadamente, desmascarar infratores, libertar ludibriados, vislumbrar possibilidades.
Temos, contudo, a homérica dificuldade de nos anular, de transmitir, de sermos somente médiuns. Meros transcritores.
Podemos sim, mostrar nosso DNA, mas nunca discretamente.
Estes não se interessam pelas rotinas, pelo factual. Não colocam sobre si, a sombra ou o escudo de um mandante.
Os que optam pelo escancaro, escolhem colocar-se em xeque constantemente. Preferem os poucos que os ouvem, a ouvidos domesticados.
Estes, gostam de se fazer entender, de serem facilitadores, adoram pensar que por alguns segundos, seus pensamentos são compartillhados.
Todos estes, dos escrotos aos honrados. Dos discretos aos corajosos.
Todos nós, jornalistas!
Escrito por Raquel Casselli às 14h35
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Solitários por natureza
Há algum tempo eu penso sobre a solidão. Sobre o estar sozinho. E em todos os sentimentos que isso acarreta. A solidão não é uma punição, uma incapacidade, incompetência, falta de oportunidade, ou de amor. A solidão é uma condição. Aliás ela é “A” condição do ser humano. E quanto a isso não temos nada a fazer. Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morreremos sozinhos. No útero materno estamos dentro de alguém, mas não com alguém. É complicado imaginar isso, mas, conviver com alguém não significa que você não esteja sozinho....entende? Ai você nasce, sozinho, talvez nenhum momento seja mais solitário do que sair desse nosso habitat natural. Talvez a morte, talvez. E durante a vida, permanecemos nessa condição. É tudo uma questão de análise. Pela nossa vida passam parentes, amigos, namorados, maridos, animais de estimação... mas eles passam. Alguns somem e não os vemos mais, outros morrem, outros deixamos de nos relacionar, enfim. E mesmo aqueles que permanecem em nossa vida. Eles participam de instantes dela, diários, mensais, anuais, não importa, são momentos. Em todas as ações do nosso dia interagimos com as pessoas mas o único elemento comum em todos os segundos da nossa vida somos nós mesmo. Quem é o único ser que te entende perfeitamente, que sabe o que se passa dentro de você, o que você pensa, sente, faz, que compreende cada atitude, por mais maluca que ela possa parecer. Quem é o "cara" que vê lógica em você, que sabe tudo e você não precisa explicar nada, que nunca, jamais, te "deixará", não importa o que aconteça, para onde você vá, o rumo que a vida tome.....somente você mesmo. Talvez esse seja também o grande barato da religiosidade, você não se sentir sozinho, tem "alguém" que "funciona" como você mesmo. Onipresente, onisciente, e o melhor de tudo, amoroso! O interessante é que não nos damos conta disso. Quando morremos, esse é o NOSSO momento, solitário, só nosso. Então porque será que muitas pessoas se incomodam tanto em estar sem companhia por alguns desses instantes? Não gostam da idéia de não ter com quem conversar, quem olhar, que dividir, conviver. Esse também é um dos grandes problemas dos relacionamentos, algumas pessoas se irritam de forma irrevogável quando ficam sozinhas pelo fato do outro querer estar sozinho. Ou querer fazer algo com outras pessoas. Como alguém opta por estar sozinho ou com outrem? Precisamos entender que ser sozinho é uma condição inerente do ser humano, e a cada dia que conseguirmos ficar confortáveis com isso seremos pessoas mais felizes, mais conscientes e independentes. Ficar sozinho tem um grande barato, basta a gente se permitir. E logo, iremos querer mais momentos entre nós e nós mesmos, sem ninguém para atrapalhar.
Escrito por Raquel Casselli às 15h36
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Ohhh senhor!
Quando você é criado fundamentado em uma doutrina isso não pauta somente sua religiosidade, habitualmente ela diz sobre o seu modo de vida. E isso está longe de ser uma coisa banal.
Você aprende que deve procurar ser uma pessoa melhor, ir eliminado da sua personalidade características...ahhh...negativas digamos assim. E você passa a vida inteira tentando se modificar, se aprimorar, se moldar, sem se agredir. Mas diariamente lutando contra si mesmo. Controlando pensamentos, ações, sentimentos, vibrações. E a cada tropeço, vem a culpa. A sensação de incapacidade, de incompetência. Fora isso, entender, compreender e aceitar com "amor" pessoas que não tem os mesmos princípios, e nem querem ter. Pessoas que estão se lixando pra essa história de aprimoramento pessoal, reforma íntima ... não bastasse isso, adequar todo esse "conteúdo" ao modelo de vida que temos hoje.
Vale a pena, sabemos que sim. Mas tem dias, que simplesmente queremos nos permitir ser humanos. Não queremos mais saber de nada disso.....só queremos um abraço pra dormir.
Escrito por Raquel Casselli às 18h01
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Auspicioso
Com os pés fixados no chão Clarissa sente que só vive 10% de sua capacidade. Está pregada em um universo bem pequeno do que certamente irá alcançar. Mas não sabe quando partir, quando mudar, onde iniciar. Ela só entende que cada pequeno gesto desse cotidiano é uma preparação, uma confecção. Quase que mediunicamente vê o que lhe espera, com cores borradas e de traços ainda suaves...mas é amplo, arejado, prazeiroso, transformador. Ela aguarda como quem tem a certeza de seu destino, que as pedras do seu caminhar se unam sob seus pés traçando o caminho. Ela pára e observa cada pequeno sinal, logo estará na hora, logo será o dia.
Escrito por Raquel Casselli às 16h30
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Fasilitamdo!
Vosês já pararam para pemsar ce maravilha seria se tivesemos menos regras de portugês para decorar?
Se cada letra tivesse seu som e não presizasemos colocar um monte de letras para produzir uma coiza que já eziste por si só.
Pemsem bem, pásaro é pásaro, com uma letra só, pra comsegir decolar. Como caza é caza, naser é naser, e um tamto de outras coizas que poderiam ser mais fáseis do ce são oje.
Não cero aci ir comtra a nova regra ortográfica, e é evidemte ce uma reforma desas seria de fato, complicada, mas para ce imvemtar um monte de regras para algo ce pode ser tão simples?
É raro emcontrar algém ce não se perca com tamtos impesilhos limgísticos, mas vejam se não ajudaria: - s = tem sempre som de "s". Não presiza de "ç", "ss" e "c". Pra ce isso se temos o "s"?
- z = é sempre "z" nada do "s" ou do "x" roubar o lugar dele
- ca, ce, ci, co, cu = pra ce precisa de "que", "qui", "quo", essas sílabas são pra isso.
- ga, ge, gi, go, gu = a mesma coisa, não tem nesesidade de usar: "gue" e "gui"...pra ce?
- u / l = "eu" tem "u" porque tem som de "u" e "altoestima" e todo o resto que tem som de "l" é com "l".
- m/n = sem esa istória de amtes de "p" e "b" se uza "m" e no resto "n". Fala sério, vamos fasilitar. Deixemos o "m" em tudo e o "n" para "navio", "nave", "neve", "cominho"...etc.
- h = se não tem funsão é melhor arramcar. Ele fica só para gemte "velha".
- x = pra ce utilizar "ch" se tem "x"? Algém por acazo cer falar "Chucha"
Podemos falar aci de muitas outras coizas, mas por agora, deixemos nosas cabesas com polcos nós.
Escrito por Raquel Casselli às 11h55
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Futuro
É intrigante observar qual é o limite do auxílio mútuo para cada pessoa. Perceber como cada indivíduo assimila a idéia de caridade e de "fazer ao outro o que gostariam que fizesse para você" de forma totalmente diferente.
Observemos: - O que me faz sair de casa depois de um dia estafante de trabalho e estudo? - O que pode me fazer levantar do meu lugar no ônibus para cedê-lo a outra pessoa? - Qual a razão para abrir mão do meu descanso no final de semana?
Até onde eu estou disposta a me incomodar para auxiliar outrem? Normalmente a alavanca para essa resposta é o sentimento. Você está disposto a se mobilizar por alguém que lhe é querido. Ou seja, o sentimento que te move não é a caridade, ou a consciência do viver bem em sociedade, é o bem-querer. Logo, a sua prestimosidade está vinculada a (só e somente) um círculo pequeno de queridos. Vejamos assim, eu defendo o meu círculo e você o seu. Obviamente me parece que os meus vínculos são mais importantes que os seus, (graças a nossa união sentimental), o grande problema é que você pensa da mesma forma. Problemão!
É por todos nós (todos e eu também) pensarmos assim que os corruptos não sentem pena de levar nosso dinheiro para bolsos escusos, é por isso que fulano não se importa em roubar ciclano, que não tem problema parar o carro em cima da faixa de pedestres, ou furar a fila. Certamente ninguém fura a fila na frente do próprio pai, ou passa devagarzinho na poça de água para jogar água na própria avó que está na rua.
É difícil achar o limite entre a caridade e o abuso. É complicado se solidarizar por um desconhecido (salvos casos de comoção obvia), é delicado acertar a mão entre o bem ao próximo e a própria satisfação, como é difícil algumas vezes não pensar em si em primeiro lugar.
Passo a passo...uns dias acertando, outros não. Em busca da convivência harmoniosa. "Fazendo" de cada próximo, meu querido!
Escrito por Raquel Casselli às 16h17
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A evolução do fiado
Esses dias eu parei para pensar no cartão de crédito. Ele nada mais é do que comprar fiado. O tipo de compra mais antiga dos desabonados que temos notícia.
Pense bem, antes você ia a "venda" e comprava lá suas verduras e legumes e pagava no fim do mês, ou semana que vem...enfim, deixava para pagar depois. É exatamente o que você faz hoje com o cartão de crédito! Você compra agora e só paga depois (e a empresa também só recebe depois, cerce de 30 dias depois da sua compra). O que muda é que agora eles têm as garantias de uma empresa que pode de cobrar legalmente. Isso porque hoje em dia a sua palavra, ou um vale(zinho) assinado por você, não vale de coisa nenhuma, você precisa de uma empresa e de meios legais para comprovar o que somente o fio do bigode resolvia.
O fato é que tudo ganhou uma amplitude enorme. Imagine se o dono de uma loja de um shopping de São Paulo fosse se resguardar com fios de bigode, ele teria uma peruca, ou com vale(zinhos), teria uma papelaria, e nada de pagamento.
Fiado é fiado, seja no cartão, seja na palavra. A diferença é que agora tem um "agiota" que fingi que compra a minha dívida até chegar o dia do pagamento da fatura, e eu pago esse "agiota" por uma mentirinha de 1 mês!
Escrito por Raquel Casselli às 16h20
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Abissal
Existem algumas situações na vida que você simplesmente se sente incapaz. Incapaz de resolver, de conviver, de mudar. Um sentimento revoltante te invade tentando aniquilar aquela prostração diante daquele fato. E nada. Nenhuma resolução vem a sua cabeça, nenhuma idéia, nenhuma saída. Só virar-se e deixar tudo para trás, o que traria um misto de alívio e dor que você não tem como suportar. É uma impotência tão avassaladora que sua condição humana se recusa a aceitar, sua consciência extra corpórea se recusa a se desesperançar, seus plexos se recusam a se esfrangalhar. E você fica ali, parado, sentindo aquele gosto de água salgada, mumificado. E tudo fica em silêncio.
Escrito por Raquel Casselli às 14h52
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Que casamento!
Alguém já casou um irmão?
Eu casei o meu nesse sábado...que sensação mais esquisita!
Aquela pessoa com quem você dividiu toda a sua vida...ali na sua frente...se casando...
Todas as lembranças vêm a tona...as brincadeiras de criança, as brigas, os aniversários (que no meu caso eram comemorados juntos), toda a convivência de uma vida sendo modificada em um segundo...e é inevitável pensar que a última lembrança que você tinha de vocês eram pequenos, em outra realidade, não eram aquelas pessoas.
Lembramos como tínhamos imaginado aquele momento, e como ele ocorreu de forma diferente...haviam pessoas que não estavam presentes, algumas saudades não eram esperadas, a nossa vida não estava como imaginávamos...era tudo diferente.
E ele ali, pronto para dar um dos passos mais importantes da sua vida e eu, de espectadora, pasma e imóvel...
Eu só tenho a agradecer a vida por ele ter encontrado uma pessoa tão especial e por eu ter podido compartilhar desse momento.
Não existem adjetivos que descrevam aquela sensação, só o que eu posso dizer é que foi único...
A festa foi uma troca de alegrias, não havia quem não estivesse sorrindo, era um êxtase comunitário. Não existia ali quem não tivesse certeza daquela eterna felicidade matrimonial.
Daqueles momentos que nunca esquecemos. Só faltou o vovô.
Escrito por Raquel Casselli às 15h47
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Senso coletivo é o máximo !
A falta de senso de coletividade das pessoas é irritante.
E não me venham com a desculpa de que isso é coisa de grandes metrópoles, porque temos exemplos contrários pelo mundo.
Regras básicas de convivência:
- Por favor, obrigada, com licença, desculpa. Não dói e uma hora você se acostuma a utilizar. Mas também não é por isso que você vai usar só por proforma e agir feito um animal
- Em escadas rolantes, entradas de elevadores, portas, ruas, lugares públicos, et cetera, mantenha-se a direita. Isso possibilita a livre circulação a esquerda, ou mesmo garante agilidade para pessoas que preferem andar mais rápido
- Gentileza nunca é demais, principalmente com quem te serve. Eles atendem um monte de gente chata, tem que ter uma paciência fenomenal. Quem ganha é só você. Suas solicitações serão realizadas com mais rapidez e de bom grado, além disso, sua comida não terá um tempero especial
- Lixo no chão não dá. Cuspir então...
- Farol existe para ser respeitado. O farol vermelho não significa que não custa nada TODO o resto da rua esperar você passar, afinal, é só mais uma pessoa, uns 10 segundos, que custa?! Custa! O cara não tem nada a ver com a sua vida, e se vermelho fosse igual a amarelo ele não seria vermelho
- Fechar cruzamento então...se você não tem noção de espaço, não tente, além de egoísta, dar uma de esperto
- Seta não faz mal para ninguém, inclusive é lei de trânsito, não sou obrigada a adivinhar o que você vai fazer. Pedestres e outros motoristas não são videntes. E pisca-foda-se é o mesmo que nada
- Se você está de mau-humor, é amargurado, brigou com alguém, problema seu, ninguém tem nada a ver com isso. O melhor que você tem a fazer é não tornar isso pior durante o seu dia. Isso inclui não contaminar as pessoas a sua volta
- Motoristas de ônibus têm CNH de cocheiros?
- O "entre faixas" não são propriedades dos motoboys, assim como a rua não é dos flanelinhas, não ajam como tal - Se você fica em cima da faixa de pedestres um dia um pedestre pode passar por cima do seu carro....agradável, não?
- Acione somente 1 elevador, o mais próximo do seu andar, de preferência. Além de economizar energia você evita que outras pessoas se irritem porque TODOS os elevadores sobem até o 22º andar antes de chegar na garagem. Quem gosta de vizinho de mau-humor?!
- Se você não gosta das regras de algum lugar e não pode modificá-las, se mude. É irritante conviver com alguém que não se adapta enquanto você se esforça
- Suas necessidades fisiológicas (sólidas, líquidas ou gasosas) devem ser feitas em banheiros, ninguém acha legal compartilhar de suas refeições
- Se você não sabe comer de boca fechada, não coma em público
- Caso seus odores não sejam controláveis, procure um médico. Sim, TODO mundo percebe
- Ninguém está interessado em sua conversa, ou em sua música, mantenha-os em um volume adequado
- Seja paciente, ninguém é obrigado a saber o que você quer ou como você quer. Lembre-se que muitas pessoas têm ou tiveram paciência com você
- Fila não é coisa para trouxa, é democrático e justo
- Se seu filho mais parece uma cracatua, ou mesmo se você não deu a educação adequada à ele. Ensine-o a fingir em público
- Cantadas infames podem ser engraçadas, nunca eficazes
- Pare de reclamar do seu país ou dos políticos. O país é maravilhoso, algumas pessoas que estragam. Reclamar não adianta nada, ponha a mão na massa.
- Se eu não te ligo, não falo com você, não entro nas comunidades que você me manda e não te convido para nada, fica claro a relação que temos. Não me force a ser deselegante
- Sim, existem pessoas que só saem pra conversar e dançar, se você não é capaz disso, não estrague o prazer alheio - NaDa pOdE SeR MaIs MeDoNhAmEnTe IrRiTaNtE Do qUe LeR TeXtOs AsSim. A próposito, eu não tenho nenhum "miguxo" ou coisas bizarras desse tipo
- Se você não conhece bem o português faça o básico, e fique atento as caretas que as pessoas fazem quando falam com você Parece chatice né? Mas imagine se todos seguissem essas práticas...agradável não?
OBS. Talvez eu inclua mais alguns tópicos daqui a algum tempo...rs
Escrito por Raquel Casselli às 14h02
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Talvez o normal hoje fosse anormal
Vocês também são surpreendidos com aquele desejo de que tudo volte ao normal? As coisas vão acontecendo em nossas vidas e de repente, a gente só gostaria que tudo voltasse a ser como antes. Aquela sensação de que tudo está acontecendo fora do normal, aquela saudade amarga e doída. Às vezes até nos colocamos a imaginar como seria se tudo fosse como antes. Que delícia que seria !!! O problema é, qual é o normal? Bem, para mim o normal era meu pai casado com a minha mãe, meu avô entre nós, os natais na casa da tia Anita, a família toda reunida, ninguém morando foram de SP, eu na escola, e agora que meu irmão vai casar...quanta anormalidade! Mas, esse normal era real em 1990...a 19 anos atrás....meu Deus!!! Bem, se eu puder me acostumar com o normal somente de pais casados e meu avô aqui conosco, bem, ai isso seria a 4 anos atrás...é muita coisa!
A idéia de "normal" para nós é sempre aquele período que nos foi mais confortável, em que tudo estava em seu "devido lugar" em nossa mente imediatista e limitada. Porém, com 4 anos de idade, o que poderia estar fora do lugar? E mesmo a 4 anos atrás. Certamente, devia ter algo errado, que hoje, eu nem sequer me lembro. Quantas coisas, hoje imprescindíveis na minha vida, que eu não tinha naquele tempo. Porém, é esse período que data a minha zona de conforto e normalidade.
É engraçado como vamos nos habituando as coisas bacanas sem perder a nostalgia do passado, sem notar que sem essas transições, a vida não iria pra frente, as coisas boas não iriam surgir.
Como é complicado se adaptar a novas realidades, como é difícil fazer da sua realidade o seu normal, a sua zona de conforto.
As saudades são necessárias para nos lembrar a sorte que tivemos em vivenciar aqueles momentos, para termos boas histórias para contar, sentimentos ternos conosco.
Os problemas do passado naturalmente parecem menores, e as lembranças e saudades mais vivas, porém, nada pode ser melhor do que a vida que construímos hoje. Talvez com alguns desconfortos, algumas mudanças inesperadas naqueles planos de vida que todos nós fazemos, mas observando atentamente, estamos exatamente onde deveríamos estar, do modo correto, no estado perfeito e o futuro, hora normal, hora anárquico, sempre seguirá os seus devidos caminhos.
Não é resignação, é consciência!
Escrito por Raquel Casselli às 13h16
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